
Uma questão de relacionamento...
Se a web 2.0 propicia a troca, a interação, a possibilidade de interferência e a colaboração, se a tendência das pessoas é esta no mundo virtual, porque o mesmo não se estabelece mais no mundo real ? Aqui fora o que mais testemunhamos são os desencontros, a individualização, e uma certa solidão melancólica. Não me refiro apenas aos relacionamentos amorosos – que estão cada vez mais complicados, mas também as amizades. Enquanto os adolescentes reúnem-se em bandos, em tribos, os adultos estão cada vez mais solitários. O jargão: ema ema ema cada um com seus problemas, hoje é quase um slogan dos ex hippies, ex punks, ex surfers, ex skaters - agora gente grande...
Cada vez mais sobram dedos em uma mão quando tentamos contar quantas são as pessoas que realmente se importam com nossos problemas ou nossa felicidade. Mas faltam dedos pra enumerar a quantidade de “ amigos “ virtuais na nossa lista de contatos do msn e das redes de relacionamento tipo orkut, myspace, wayn, xuqa. Eu mesma converso com pessoas do Rio, São Paulo, Roma, Ankara, Madrid, Munich, San Francisco, Los Angeles, enfim, do mundo todo, mas claro que just for fun ( com raras excessões) . O problema se torna maior quando sentimos a necessidade física do contato, do abraço, da simples presença.
Se a web 2.0 propicia a troca, a interação, a possibilidade de interferência e a colaboração, se a tendência das pessoas é esta no mundo virtual, porque o mesmo não se estabelece mais no mundo real ? Aqui fora o que mais testemunhamos são os desencontros, a individualização, e uma certa solidão melancólica. Não me refiro apenas aos relacionamentos amorosos – que estão cada vez mais complicados, mas também as amizades. Enquanto os adolescentes reúnem-se em bandos, em tribos, os adultos estão cada vez mais solitários. O jargão: ema ema ema cada um com seus problemas, hoje é quase um slogan dos ex hippies, ex punks, ex surfers, ex skaters - agora gente grande...
Cada vez mais sobram dedos em uma mão quando tentamos contar quantas são as pessoas que realmente se importam com nossos problemas ou nossa felicidade. Mas faltam dedos pra enumerar a quantidade de “ amigos “ virtuais na nossa lista de contatos do msn e das redes de relacionamento tipo orkut, myspace, wayn, xuqa. Eu mesma converso com pessoas do Rio, São Paulo, Roma, Ankara, Madrid, Munich, San Francisco, Los Angeles, enfim, do mundo todo, mas claro que just for fun ( com raras excessões) . O problema se torna maior quando sentimos a necessidade física do contato, do abraço, da simples presença.
Nos relacionamentos amorosos a coisa se complica um pouco mais para quem passou dos 35 anos. Geralmente estas pessoas já tiveram relacionamentos anteriores que foram desastrosos por motivos diversos e, invariavelmente, quando se julgam aptas para enfrentar uma nova experiência, a lista do NÃO PODE é muito maior do que a do PODE. As exigências são tantas, que inviabilizam a troca, a entrega. O medo é tão grande que a melhor alternativa quando um relacionamento engata é forjar um desentendimento e sair correndo. Para evitar a solidão, a onda agora é ter relacionamentos ditos lights... Eu explico: não quer dizer uma ficada, uma pegada de vez em quando... Quer dizer ter alguém, de preferência que não questione muito, que não exija muito, mas que esteja disponível nos momentos em que a solidão se manifesta. Nestas horas amar, estar apaixonado é quase como estar se contagiando por um vírus mortal. Talvez por isso muita gente se diga VACINADA na vida real e não permita a interferência, o relacionamento, o envolvimento como hoje está ocorrendo no mundo virtual no que diz respeito a democratização da web e o consequente maior envolvimento dos internautas na produção e aprimoramento do meio.
No real world 0.0 envolvimento é palavra riscada do manual de instruções....
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Pra mim, relacionamento light é aquele em que os dois estão de dieta e resolvem ficar o final de semana todo fazendo sexo e comendo moranguinho... Aí sim!
Um comentário:
É por aí... e acho que falta também as pessoas lembrarem que viver e sofrer é melhor que não viver....
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